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Em 24/08/2008 foi realizado um ato em frente ao antigo DOI-CODI, na rua Tutóia, no. 1000, sede do órgão na capital paulista. Um ato contra o silêncio e em defesa da memória, para não deixar que sejam esquecidas as atrocidades cometidas pelo DOI-CODI. Lutar para que esta barbárie não seja esquecida significa lutar para que ela não continue. Manifestou-se também pela condenação do Coronel Brilhante Ustra, cujo processo de responsabilização na morte de Luiz Eduardo Merlino encontra-se em andamento.
Os torturadores e assassinos de 40 anos atrás estão à solta. As instituições atuais reproduzem sistematicamente a tortura e prisões das ditadura militar, bem como na ditadura Vargas, os longos séculos de escravidão e massacre da população negra e indígena. Hoje, a expressão do terrorismo de Estado é a tortura, o abuso e a arbitrariedade contra os pobres das periferias do país. Como se percebe, por exemplo, nos morros cariocas, nas favelas de Salvador e São Paulo,Recife, Brasília,Manaus e cada rincão desse país.
Os/as mortos/as e desaparecidos/as na sede operacional do DOI-CODI/OBAN, de 1968 a 1977, na Rua Tutóia, nº 1000, estão vivos/as em nossa luta. As feridas e traumas de nossas companheiras e companheiros torturados não serão esquecidos pelos lutadores sociais das novas gerações. Onde vocês espelham o exemplo de contínua entrega e combatividade,ergue-se para outros que no futuro virão, entre nós e depois de nós, um horizonte de resistência. Exigimos justiça e punição para os açougueiros da repressão política da ditadura.
Links Relacionados: Manifesto das novas gerações pela Verdade, Memória e Justiça
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3 Comentários
Tomei conhecimento desse site,hoje, por acaso. È muito interessante. Quero fazer parte desta luta.
MMDC – Para mim o eterno significado desta marca, com muito orgulho de São Paulo, é Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo e não outros movimentos. Será que não tiveram uma idéia melhor para este movimento com outro nome.
Saliento que sou favorável a este tipo de iniciativa, mas em primeiro lugar é preciso reconhecer os nomes das primeiras pessoas que tombaram no memorável movimento inspirador de 1.932.
Lembro-lhes que tambem fui vitima do DOI-CODI preso em 1.969, por ter participado no Congresso da UNE, em Ibiuna e nasci em 1.947.
So um comentário, as atrocidades cometidas pelos terroristas também estão vivas?
Acjoquenao irão publicar esse comentários , mas quem sabe né.