Impostos

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Os cínicos de plantão ainda têm a coragem de comparar nossos impostos a países de primeiro mundo sem notar que não temos POLÍTICOS de primeiro mundo, que devolvam um mínimo de benefícios à sociedade, pois nos países em que os tributos são cobrados em proporção tão escravagista, existe por certo um mínimo de retorno à sociedade na forma de benefícios sociais, tais como saúde, segurança, empregos, etc. O Brasil ao que nos parece é bem fácil de governar, se amanhã os nossos governantes determinassem que teríamos uma carga tributária de 90%, por certo a grande maioria da população continuaria a beber cerveja, pular carnaval e torcer para times de futebol…
Num egoísmo animalesco, ignorando aos nossos irmãos brasileiros que estão morrendo nas filas de hospitais, morrendo ainda de fome, vitimados pelo desemprego e pela falta de condições de sobreviverem, e incrivelmente ignorando a si mesmos.. Estamos entregues e vendidos a multinacionais, não podemos sequer pagar tarifas básicas de energia elétrica, água, telefone, pedágios, gás de cozinha, etc… SOMOS ESCRAVOS… e pior ainda, ESCRAVOS VENDIDOS ao poderio econômico estrangeiro… escravos em nossa própria terra, escravos de uma minoria de políticos que legislam de forma a sugar-nos até a alma… Um rouba um pouco e um outro mais ainda e surge um terceiro a dizer, eu tenho a solução: aumentamos os impostos. E assim nas ultimas décadas temos visto a situação PIORAR cada vez mais… não importa o partido político que assuma o poder, estão unidos, sob uma invisível mão, um invisível poderio que domina esta nação, e em troca de milhões em paraísos fiscais, em troca ainda de benefícios tais como aposentadorias com apenas 8 anos de serviço (dois mandatos) e outras aberrações maiores, calam-se e traem a nação que lhes confiou o seu voto pensando que eram humanos. Não há honestidade e decência, aqui o brasileiro é afrontado e simplesmente lhe mandam "buscar seus direitos"… por que? Porque a Justiça, muito freqüentemente, favorece ao interesse dos grandes e você não pode sequer questionar algumas "autoridades", elas estão protegidas por Fórum especial, que significa nada mais que "vá procurar seus direitos…", sabe onde vamos achar nossos direitos? Vamos achar nossos direitos pisoteados pelos que agem injustamente sobre nós todos os dias, com suas faces rosadas, suas barriguinhas protuberantes, seus ternos alinhados, suas aposentadorias polpudas, seu sorriso fácil e seu otimismo eterno, a dizer, "estamos trabalhando para melhorar o
país…" Você acredita neles? Eu particularmente não acredito em nenhum deles, por um simples fato: não existe uma política educacional que vise mudar o nível de cultura de nosso povo, e a quem interessa que nada mude senão aos senhores de escravos? Sem os escravos não dá pra manter uma aposentadoria tão polpuda, um salário tão discrepante da miséria nacional, mordomias e mais mordomias, não, sem os escravos que somos nós, não daria mesmo…Não me interessa a mínima qual partido estivesse no poder… Se um dia assumisse o poder um homem de bem, íntegro e disposto a dar sua vida por uma nação, e este homem aplicasse uma única lei, determinasse uma única medida e envidasse todos os esforços para torná-la viável, esta única medida em curto espaço de tempo mudaria o país… qual medida? Se cada criança neste país, entrasse na escola as 7 da manhã e saísse as 7 da tarde, tomando café na escola, almoçando e jantando, estudando o dia todo, com o nível de instrução dado no primeiro mundo, somente esta única medida poderia transformar o país em apenas 10 anos, proporcionando o aflorar de uma geração de cidadãos menos bitolados em carnaval, futebol e cerveja, um exercito de cidadãos que votariam com consciência e que não seriam manipulados tão facilmente.É utopia? Infelizmente para Hitler não o foi e ele transformou toda uma geração em assassinos… Será que não poderíamos transformar toda uma geração de brasileiros em cidadãos? Ou vamos continuar sendo escravos destes impostos absurdos? Vejamos um pouco da história: Luis XIV,   o  chamado "Rei-Sol",   comumente   descrito nos livros de História  como  "o grande protetor das artes e  da cultura na França".Na verdade,  tal como os governantes que desgovernam e que ainda hoje  afligem   a  nossa  humanidade,  esse monarca e a sua corte de nobres   perdulários,  levou o  país à  ruína e massacrou a população pobre,   através  de  pesados impostos que taxavam até mesmo o sal que consumia.    Seu suntuoso palácio, Versalhes, dotado de maravilhosos  salões e jardins com 1400 repuxos e canais artificiais, custou somente  em  manutenção  o  que  hoje  seria equivalente a cem milhões de dólares, tudo isso usurpado da população oprimida! Na França de 1661 a 1715, a justiça era bizarra e havia 150 maneiras diferentes  de  interpretá-la. E  quem  ousasse  desafiá-la  era levado diretamente  para apodrecer na  Bastilha. Somente a cozinha do palácio era composta por mil aposentos e os nobres perdiam em jogatinas  o equivalente a cerca de 50 mil dólares por dia. Enquanto isso os porcos assolavam as ruas de  Paris,  evitadas  pela fidalguia  que desmaiava  ao   sentir o cheiro  delas.   Tendo  que  dar 3/4 partes dos seus  escassos bens ao estado (ISSO NOS LEMBRA ALGUMA COISA?),  os pobres cidadãos tinham perto de si o luxo,  as frivolidades, a corrupção, os bailes e as mascaradas que  divertiam  a  nobreza, e como herança somente as doenças, a fome, a espoliação e as pestilências mais diversas. Não  se  pode  negar que Luis XIV tenha sido  "o  protetor das artes e da cultura",  porém somente o foi para o gáudio e o deleite da sua infame corte.   Seu sucessor,  Luis XV,  manteve  a mesma situação e, cercado pelas suas belas e frívolas amantes, pouco se importava com o sofrimento do povo. Os livros de História silenciam, mas é dele a tristemente célebre frase:-" Depois de mim, o dilúvio. Mas depois de mim, que se ….. ! "Aliás,  o estopim  para a Revolução Francesa foi outra das suas  frases,   dirigida  à  nobreza,  em   uma  assembléia: -" Senhores, parece-me que não se pode mais extorquir um vintém do povo. Por isso, tereis de pagar alguns impostos até que o governo se reajuste".Por sinal, aquela    Revolução,  ocorrida  durante   o   reinado de  Luis XVI,  não  foi um  movimento essencialmente popular, assim como dizem os livros:  foi idealizada e estruturada pela nobreza, revoltada  com o  fato de  ter  sido igualada à plebe, também pagando (apenas alguns) impostos!

Daniel Ferreira de Souza

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