Única tecnologia antigrampo é “não abrir a boca”

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Armando Félix, disse nesta terça-feira que a única tecnologia realmente capaz de evitar grampos telefônicos é “não abrir a boca”.
Em depoimento à CPI das Escutas Clandestinas da Câmara, Félix disse que as novas tecnologias permitem a execução de escutas telefônicas e ambientais em praticamente qualquer local ou ligação. “Tecnologia antigrampo: a única realmente eficaz é não abrir a boca. Existem equipamentos hoje que colocam infravermelho na vidraça nas nossas salas de trabalho. Com a vibração da voz, ele capta tudo aquilo que está sendo falado, e são equipamentos que não são tão modernos assim. Hoje é muito difícil ter absoluta certeza de que você não está sendo monitorado de alguma forma”, afirmou ele. Félix disse que a telefonia é o “meio mais vulnerável” a grampos, especialmente os telefones celulares: “O celular é um rádio, que transmite a uma estação e vai passando para outra. Infelizmente, a tecnologia tem o seu lado bom, mas também tem esse seu lado ameaçador”. No depoimento à CPI, Jorge Armando Félix negou que a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) tenha realizado escutas ambientais no Supremo Tribunal Federal durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal.

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